Bruna Henrique

NEGÓCIO – “Brechó anda de mãos dadas com o mundo sustentável que a gente procura”, avalia Amanda Queiroga. Foto: Reprodução TV Alepe
Responsabilidade ambiental e desenvolvimento econômico. Essas são as bases da economia circular, um modelo de negócio que visa ampliar o ciclo de vida dos produtos, bem como reduzir o desperdício e a geração de resíduos. Em Pernambuco, uma norma aprovada pela Alepe busca incentivar essa forma de produção e consumo.
Proposta pelo deputado Henrique Queiroz Filho (PP), a Lei nº 18.108/2022 criou a Política Estadual de Economia Circular. O texto traz, entre os princípios, a redução dos materiais, insumos e resíduos dos processos produtivos; a responsabilidade ambiental; e a eficiência no uso dos recursos naturais.

AUTOR – Para Henrique Queiroz Filho, “é urgente buscar soluções efetivas para o excesso de resíduos”. Foto: Jarbas Araújo
“É urgente buscar soluções efetivas para o excesso de resíduos sólidos e seus impactos. Uma delas, sem dúvida, é estimular a redução na geração de resíduos, por meio de mudanças nos padrões de produção e consumo, pelo reuso e pela reciclagem”, argumentou o parlamentar na justificativa da matéria.
Brechó
Ao reaproveitar recursos, reduzir resíduos e reutilizar materiais, o modelo de produção e consumo consciente da economia circular promove sustentabilidade e movimenta mercados locais. Também busca prolongar o uso de utensílios e mercadorias que seriam descartados de forma precoce.
Com esse intuito, a empresária Amanda Queiroga criou o brechó infantil Clubinho Loja Sustentável. Para a empreendedora, o comércio de roupas seminovas é um grande aliado no enfrentamento ao consumismo desenfreado.
“A gente enfrenta um consumo exagerado no universo infantil, que é o nosso nicho. O brechó é um grande aliado para fazer com que esses produtos ganhem uma vida útil maior. Eles passam a circular por mais tempo, o que evita que sejam enviados para descarte de maneira muito prematura”, explica.
Ela não tinha conhecimento da política estadual e avaliou positivamente a iniciativa. “Acho muito importante, porque o brechó anda de mãos dadas com a economia circular e o mundo sustentável que a gente procura hoje”, acredita Amanda.

ACESSÍVEL – Elí Maria diz que brechó unindo qualidade, preço justo e sustentabilidade. Foto: Reprodução TV Alepe
Um levantamento feito pelo Sebrae em 2021 apontou que, dos cerca de 118 mil brechós ativos no Brasil, quase 91% são microempresas e empresas de pequeno porte. Na pandemia, esse ramo despontou, com um crescimento de 11%.
A autônoma Elí Maria, que é cliente do comércio de roupas seminovas, avalia ser um bom negócio, unindo qualidade, preço justo e sustentabilidade. “Tenho o maior prazer de vir ao brechó comprar roupas acessíveis e acessórios que cabem no nosso bolso. Às vezes, estamos com pouco dinheiro e aqui conseguimos adquirir peças de qualidade, até de marca”, comentou.



